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Eficácia de Equimax no Controle de Cestódeos

O estudo teve o objetivo de avaliar a eficácia de uma combinação de ivermectina e praziquanel em pasta, Equimax, no controle de cestódeos parasitas de equinos.


INTRODUÇÃO


A descrição de cestódeos ocasionando patogenia em equinos ainda não é muito comum na literatura veterinária, porém, vários distúrbios intestinais relacionados a essa patogenia já foram relatados. Dentre eles, podemos citar obstrução intestinal, principalmente na junção íleo-cecal , intussuscepção e ruptura de alça intestinal, além de enterites e ulcerações da mucosa do trato intestinal (Owen et al.,1989).
  
A incidência maior é relatada na espécie Anoplocephala perfoliata e, na maioria das vezes, é ela quem está relacionada aos distúrbios      ( Lyons et al.,1984; Geering & Johnson. 1990; Tancredi et al.,1999).
Sobre as outras espécies A. magna e Anoplocephaloides mamillana, existem poucos estudos sobre a real prevalência e implicações clínicas.
Comumente as infecções por cestódeos não são tratadas por serem aparentemente assintomáticas.

O presente estudo teve o objetivo de avaliar a eficácia de uma combinação de ivermectina e praziquantel em pasta no controle de cestódeos parasitos de equinos, inclusive A. mamillana.


MATERIAIS  E MÉTODOS


Trinta equinos mantidos em regime de pastoreio foram divididos aleatoriamente em dois grupos com 15 animais. Inicialmente, seis animais foram medicados com o produto Equimax@, contendo uma combinação de ivermectina 1,2% e praziquantel 15%, utilizando-se a dose de 1g/60kg de peso corporal, equivalente a 0,2mg de ivermectina e 2,5mg de praziquantel/kg de peso vivo, por via oral.

Seis equinos não medicados foram mantidos como testemunhas. Uma segunda repetição foi efetuada, incluindo também seis equinos medicados e seis equinos testemunhas. Na terceira e última repetição, foram utilizados três equinos medicados e três equinos controles. Os animais foram sacrificados no 7o dia após a data do tratamento, como parte do teste controlado (Moskey & Harwood, 1941; Duncan et al., 1988).

As diferentes porções do trato digestivo foram abertas em bandejas, sendo os espécimes de cestódeos encontrados recolhidos em frascos com água, anotando-se a localização e se estavam fixados ou não à mucosa. No laboratório, os cestódeos foram examinados com auxílio de microscópio estereoscópico visando a identificação específica como Anoplocephala peifoliata, A. magna ou Anoplocephaloides mamillana.

Foram considerados para efeito de contagem apenas os cestódeos recolhidos com escólex. Para o estabelecimento da eficácia do tratamento empregado, foi utilizada a seguinte equação: (total de espécimes de cestódeos encontrados nos equinos testemunhas - total de espécimes de cestódeos encontrados nos equinos medicados) + (total de espécimes de cestódeos encontrados nos equinos testemunhas) x 100.



RESULTADOS E DISCUSSÃO


Na necropsia de 15 equinos testemunhas foram encontrados 12 animais parasitados por A. perfolíata
com uma intensidade de infecção de 1 a 97 espécimes, sendo 14,8% encontrados no intestino delgado e 85,2% no intestino grosso, predominando a localização no ceco.

Com relação a A. mamillana, foram encontrados 8 equinos parasitados no grupo controle, com uma intensidade de infecção entre 1 a 88 cestódeos, todos no intestino delgado.

Espécimes de A. magna, foram encontrados em 2 dos 15 equinos não medicados, em ambos os casos com apenas 1 cestódeo.

Com relação ao aspecto dos cestódeos estarem fixados ou não à mucosa intestinal no momento da necrópsia, foi observado que, com relação a A. perfoliata e A. mamillana, 92,2% e 56,20% foram encontrados fixados, respectivamente.  Portanto, a utilização do teste crítico modificado, conforme proposto por Lyons et al. ( 1986), para determinação da eficácia de anti-helmínticos contra cestódeos em equinos, deve ser examinado com muito cuidado com relação a A. mamillana, uma vez que em animais não medicados, 43,8% dos espécimes foram encontrados não fixados à mucosa intestinal.
   
O tratamento com o produto Equimax Pasta@ mostrou-se 100% eficaz na remoção de A. perfoliata e A. mamillana, superior a relatada por Proudman et al. (1995).

A eficácia em relação A. perfoliata foi superior aquelas relatadas por Lyons et al. ( 1992 e 1998), que encontraram eficácia de 89,0% utilizando praziquantel, via oral, na dose de 1,0mg/kg e de 82,0% quando utilizados O, 75mg/kg de peso vivo. Não foi observada qualquer reação adversa ao tratamento, não sendo também regisrada perda da pasta administrada por via oral.

CONCLUSÃO:

O tratamento de equinos com o produto Equimax@, por via oral, mostrou-se 100% eficaz na remoção dos cestódeos Anophocephala perfoliata e Anoplhocephaloides mamillana, quando comparado com o grupo testemunha , não medicado, e mantidos na mesma pastagem. Destaca-se ainda neste estudo a avaliação da eficácia da combinação ivermectin e praziquantel no controle de A. mamillana.
 


 
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