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Imunização de Cães e Gatos

28/03/2006

Muitos fatores são importantes para a realização de uma imunização bem sucedida.


Uma imunização bem sucedida necessita de pelo menos três pré-requisitos básicos:


1) Animal saudável suscetível capaz de responder;
2) Uma vacina potente, viável e segura;
3) Aplicação apropriada

Quando uma vacina aparenta ter falhado é porque um ou mais destes pré-requisitos não foram cumpridos.

Entretanto, devemos sempre lembrar que a resposta imune, por ser um processo biológico, nunca confere uma proteção absoluta e nunca é equivalente em todos os membros de uma população vacinada.

Como a resposta inune é influenciada por um grande número de fatores genéticos e ambientais, a variação de respostas imunes em uma grande população de animais aleatória tende a seguir uma distribuição normal.
Isso significa que a maioria dos animais responde aos antígenos através da montagem de uma resposta imune média, alguns montarão uma resposta excelente e uma pequena proporção montará uma resposta imune muito fraca (Curva de Gauss).
 O grupo dos maus respondedores pode não ser protegido apesar de ter recebido uma vacina efetiva.

teste

1) Quando o animal é a fonte do problema:


* Se o animal já estiver incubando a doença, ou seja, a vacina foi aplicada tarde demais (lembrar que vacina é apenas uma prevenção);

* Se o animal for incapaz de desenvolver uma resposta imune, pois ele é geneticamente incapaz de responder ou porque ele nasceu imunotolerante;

* Se a resposta imune normal for suprimida devido algum distúrbio no metabolismo de proteínas. Imunossupressão desta natureza pode ser causada por uma alta carga parasitária, estresse de transporte, fadiga, prenhez ou calor / frio extremo;

* A imunização passiva prévia de um animal jovem que recebeu anticorpos maternais causará interferência na imunização, via vacinação;

* Tratamento concomitante com outras drogas, tais como corticosteróides, o sistema imune pode não estar hábil para reagir contra o antígeno, pois a resposta imune está suprimida.

2) Quando a vacina é a fonte do problema:


* Vacina inviável ou insuficientemente potente para estimular uma resposta protetora;

* Mudança do antígeno animal pelo decorrer dos anos, sem a atualização de novas cepas virais.

Estes eventos são raros de acontecer devido o controle pelos órgãos regulamentadores do país.

As vacinas Virbac são analisadas em relação à esterilidade, inocuidade, título de antígenos para cinomose, hepatite, adenovírus, parvovírus, parainfluenza, coranavírus, umidade residual e inativação da leptospira, antes de sua comercialização e se encontram dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura.

3) Quando a aplicação é a fonte do problema:


* A estocagem deve ser feita de acordo com o rótulo, para que a vacina mantenha sua potência até a data de validade;

* O manuseio da vacina, agulha e seringa podem influenciar a eficácia e segurança da vacina;
* A aplicação deve ser feita apenas pelas vias especificadas nas instruções da embalagem. O tipo de injeção e o local de aplicação afetam a taxa de absorção e o nível de resposta imune.

Entre outros problemas pode ocorrer a morte de uma vacina viva como resultado de um mau armazenamento, do uso de antibióticos em conjunto com as vacinas bacterianas vivas, do uso de produtos químicos para esterilizar as seringas ou do uso excessivo de álcool enquanto se desinfeta a pele.
 

Bibliografia
Informações extraídas do livro de Imunologia Veterinária, autor Ian R. Tizard, editora Rocca, capítulo 21, páginas 288-289 e texto do CRMV-SP - OUT/DEZ 96 - páginas 08-09.
Richard B. Ford, DVM, MS - Professor de Medicina; Diplomado pela ACVIM; Diplomado pela ACVPM (Hon); Universidade da Carolina do Norte - EUA.


 
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