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O diagnóstico de atopia e os testes alérgicos.


Dentre as dermatopatias que podem provocar quadros pruriginosos, as dermatites alérgicas, destacam-se em nosso meio.

Cães e gatos acometidos por prurido podem manifestá-lo com: traumatismo com os membros; a lambedura repetitiva; o roçar em móveis ou paredes e o mordiscamento.

Todas estas manifestações podem provocar lesões de pele autotraumáticas, além de provocarem a remoção de pêlos das regiões acometidas. Este fato faz com que todos os animais acometidos de dermatopatias alérgicas, apresentem-se para o atendimento com lesões muito semelhantes, mesmo que a alergia seja a diferentes substâncias.

Existem várias dermatites alérgicas descritas em animais domésticos, mas as mais importantes e freqüentes em nosso país são:
DAPP (dermatite alérgica a picada de pulgas), que também pode ser provocada por picada de outros parasitas, como os carrapatos;


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1 - Lesão Daap

-  Hipersensibilidade alimentar, ou alergia alimentar, onde o antígeno é uma proteína alimentar de qualquer origem;
-  Atopia , onde o antígeno é uma substância em dispersa no ambiente, como os esporos de fungos, pólen de vegetais, poeira doméstica, dentre outros.

A questão mais incômoda para o dermatologista veterinário de qualquer nacionalidade é: “como fechar o diagnóstico definitivo e diferenciar estas dermatites alérgicas”?

Uma frase, de Scott (2001) resume os fatos: “...deve ser enfatizado que os testes laboratoriais nunca devem substituir uma anamnese cautelosa, um meticuloso exame físico e a completa eliminação dos demais diagnósticos. Devido à pouca especificidade dos testes in vitro, eles não devem ser utilizados para o diagnóstico da Atopia...” (Scott, Miller, Griffin, 2001 pg 584)

Sendo assim, ainda o meio mais efetivo e que é apontado por diferentes autores de diferentes países é a eliminação racional de cada uma das possibilidades, como será proposto:

Quando um animal se apresenta com um quadro pruriginoso, e frente a abordagem diagnóstico o veterinário já descartou os outros grupos de dermatopatias, ficando apenas com a possibilidade de um quadro alérgico, os passo a serem seguidos são ( quadro ):

1. Eliminar pulgas e carrapatos com produtos parasiticidas de contato, ou seja deve-se optar por produtos que eliminem as pulgas e carrapatos, antes mesmo que estas se alimentem.
O autor utiliza, neste primeiro momento (por 40-60 dias) estes produtos a cada 15 dias (uma freqüência maior do que aquela proposta pelos fabricantes). O veterinário deve lembrar de controlar a população de parasitas nos contactantes e no ambiente. Após este procedimento nos retornos de avaliação, havendo melhora do quadro lesional e do prurido, confirma-se o diagnóstico de DAPP, caso não haja melhora, o segundo passo deve ser:

2. Alterar a dieta do animal. Para tal, o veterinário deve conhecer detalhadamente os hábitos alimentares do felino em questão e propor uma “dieta de eliminação”, que deve conter uma fonte de proteína que o animal nunca comeu (geralmente o autor utiliza a carne de coelho ou carneiro) e uma fonte de carboidratos (geralmente arroz integral ou batata cozida), na proporção de 60 e 40% respectivamente. Esta dieta deve ser realizada por 8 a 13 semanas e o cão não pode ter acesso a nenhum outro tipo de alimentação, vale lembrar que este procedimento, mais que uma dieta é um teste diagnóstico. Outra possibilidade de dieta de eliminação são as rações de proteína de soja hidrolizada.
Caso o paciente não melhore após a dieta:

3. fica estabelecido o diagnóstico de Atopia, e somente neste momento, após a confirmação da etiologia da dermatopatia alérgica, se o clínico optar pela imunoterapia é que podem ser realizados os testes sorológicos (RAST e ELISA) de detecção quantitativa de IgE, para posterior confecção das vacinas de hipossensibilizaçào, caso o médico veterinário opte por outro tipo de terapia, os testes ficam completamente descartados.


Bibliografia


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7. SCOTT, D.W.; MILLER Jr.,W.H.; GRIFFIN, C.G. Small animal dermatology. Philadelphia: Saunders, 2001. 1528p.

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